Aulas de Yoga e Terapia Ayurveda. Espaço dedicado ao YOGA, escola filosófica da India que nos traz os ensinamentos dos estudiosos hindus. Esses estudos contemplam toda uma gama de conhecimento sobre Filosofia, Saúde, Mitologia, além de abordar as variações dessas maravilhosas áreas de conhecimento, como é o caso das práticas de Yoga e suas variações - Hatha, Ashtanga, Karma, Kriya, entre outras - e seus precursores.
Encontre no blog
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
DHARMACAST - Filosofia Hindu
Pessoal,
Agora temos um canal específico para as audio-aulas !!
Segue o link: YOGA SOROCABA no YOUTUBE.
Podem ouvir quantas vezes quiserem, compartilhar, deixar comentários e sugestões.
Ativem as notificações, logo mais novos audio-aulas para vocês !!
Abraços, Namastê,
Luis Mauricio.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Desconstruir
Padrões mentais nocivos são aqueles pensamentos que sempre nos visitam, não saem, não nos deixam tranquilos. Lembranças negativas, traumas, pré-ocupações sem sentido...
Um exercício que tenho feito com dificuldade, dada minha natureza Pitta*, é Mauna, ou silêncio. Essa prática é fácil para uns, difícil para outros, quase ou praticamente impossível para alguns outros.
Para mim, digo que é uma dificuldade considerável, mas tenho passado por diversas situações que me proporcionam esse treino e agradeço imensamente as pessoas que me apresentam essas situações, aí vem a gratidão.
Praticar Yoga é assim: olhar pra si mesmo, auto-observação, autoconhecimento.
E aqui os Yamas & Niyamas ajudam bastante, principalmente SAMTOSHA ("aceitação", gratidão, contentamento), SATYA (veracidade), ISHVARA PRANIDHANA (entregar tudo aquilo que não posso controlar, ou seja, tudo!), TAPAS (autosuperação)...
Quantas vezes eu cair, e realizar os mesmos erros de sempre (padrões mentais, samskaras), levantarei e continuarei no caminho.
Namastê !
Luis Mauricio.
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Custo Emocional
![]() |
| Foto realizada pela minha amada Thais |
Você já refletiu sobre o custo
emocional de suas reações?
Cada situação que chega até nós,
traz um determinado sentimento. Qual será, depende de um contexto que no Yoga
chama-se Samskaras ou, de forma muito
resumida, padrão mental. Este, tem relação com toda nossa história de vida,
inclusive anteriores a esta. Assim, a partir de tudo que já passamos, sentimos
e vivemos, criamos padrões de comportamentos, que podem ser saudáveis ou
nocivos. Os primeiros devem ser valorizados, enquanto estes precisam ser
modificados.
E é exatamente aqui que fazemos a
pergunta: qual o custo de minha reação para determinado sentimento (que vem a
partir de uma situação gerada por mim ou por outrem)? Se esse custo é excessivo
em relação a minha própria saúde, ele precisa ser trabalhado até desaparecer.
Exemplo prático: uma pessoa sente
raiva toda vez que ela se coloca em determinada situação. Imaginemos que ela
trabalha em uma empresa e, quando vai para uma reunião e é questionada de suas
atribuições, fica nervosa e, depois, sente raiva do chefe e/ou dos colegas de
trabalho. Após o expediente, para “compensar” o estresse sofrido, ingere bebida
alcoólica todos os dias que isso acontece, e acredite, a situação é muito frequente!
Dada a frequência das situações e do padrão de fuga (a bebida) que a pessoa
encontrou, ir ao bar e “beber todas” tornou-se um hábito muito nocivo. Aqui, não
vamos adentrar aos tristes desdobramentos desse exemplo/situação, mas vamos nos
atentar ao fato em si.
Se o hábito torna a vida mais
difícil, custosa e, por vezes, faz com que deixemos a rotina (trabalho,
familia, amigos etc) para ficar com o hábito nocivo, entao está na hora de
parar... Essa parada é o problema, pois quem se encontra nessa situação,
geralmente não consegue parar por si só.
Mas voltando ao fato: sentir
raiva. A “vinda” do sentimento é incontrolável, ele vem mesmo, acredite. O
problema não é sentir raiva, mas sim o que faço após esse sentimento. Se fico
em estado de descontrole, então começo a descontar no próximo e/ou no ambiente
que me encontro, trazendo sofrimento a mim e a todos.
Portanto, o que preciso fazer é
praticar a Equanimidade – estado neutro e equilibrado em que apenas observo o
fluxo dos sentimentos e não me envolvo com eles, pois sei separar quem sou eu (que sinto) e quem é o ego (que
reage). Dessa forma, praticar a Equanimidade é a chave de toda a questão.
Mas como? Sinto um monte de
coisas e ainda tenho que ficar “calmo”? NÃO!! Ficar calmo não é a questão...
Mas estar equânime! Estar nesse estado
requer prática de observação: quem sente (“eu”) e quem reage (“ego”). São
entidades diferentes...
Para que essa observação ocorra, a
ferramenta que utilizamos é a Meditação. Essa prática, que é basicamente
entrarmos em uma sintonia interna, requer hábito também, portanto todo dia, e
nos permite ver quem sente e quem reage. A reação no momento do sentimento
(principalmente quando ele é negativo) é quase sempre nociva, sendo que se
apenas observamos o sentimento que chega, porém não reagimos na hora, o
sentimento passa e depois temos tempo de reflexão. Essa é a chave de toda
questão... Refletir, sentir, mas não reagir (no momento).
Não se preocupe se você medita e
ainda “cai” nas tramas do ego com as reações nocivas. Se você observa as
quedas, então está no caminho correto. O maior problema é errarmos e não sabermos
que estamos errando. Quando a reação nociva acontece, mas observo o que
aconteceu, então estou a um passo de não reagir mais. Assim, continuar
praticando a observação (Meditação) é primordial.
Para todos aqueles que queiram aprender
a meditar, entre em contato e saiba como a Meditação pode ajudar na mudança dos
padrões mentais. Saiba mais em www.yogasorocaba.com.br .
LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTU
Que todos os Seres do Universo
possam ser prósperos e felizes
Namastê,
Luis Mauricio.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Ásanas - As Posturas do Yoga
Há muito que se falar dos
ásanas, as posturas do Yoga, a parte física, por assim dizer. Existe um vasto
material na internet com fotos, animações, nomes em sânscrito, efeitos,
contraindicações e assim por diante.
Antes de iniciarmos, um
pouco de sânscrito não prejudica ninguém! Além de ser bacana – conhecermos uma
língua morta, da mesma forma que o latim
– é interessante conhecermos o significado de algumas palavras.
Dessa
forma, ásana significa “postura”.
Então, é comum falarmos
(por exemplo) “Trikonásana” na aula... O que significa: “postura do triângulo”.
Do sânscrito: “Tri” = “Três”, “kona” = “Ângulo” e “Ásana” = “Postura”.
Outros exemplos bacanas:
- Ardha Chandrásana:
Ardha = Meia ; Chandra = Lua. Postura da meia-lua;
- Urdhva Mukha
Svanásana: Urdhva = para baixo ; Mukha = face ; Svana = cachoro. Postura do
cachorro olhando para baixo;
- Adho Mukha Svanásana:
Adho = para cima ; Mukha = face ; Svana = cachoro. Postura do cachorro olhando
para cima;
- Virabhadrásana: Vira
= herói. Virabhadra é um herói da mitologia Hindu, o qual nasceu dos cabelos de
Shiva. Postura do Herói (temos as variações I, II e III);
- Natarajásana: Nata
= bailarino ; Raj = Rei. Postura do rei dos bailarinos, Shiva.
- Ustrásana: Ustra
= Camelo. Postura do camelo.
- Janusirshsásana: Janu
= Joelho ; Sirsh = Cabeça. Postura de levar a cabeça no joelho.
- Matsyásana:
Matsya = Peixe. Postura do peixe.
- Surya Namaskar: Surya
= Sol ; Namaskar = Saudação. Saudação ao Sol (Sequência de movimentos, temos 3
variações – A, B e tradicional);
- Padmásana: Padma
= Lótus (flor). Postura do Lótus;
Os benefícios da prática
de ásanas são diversos, tanto no físico – para preparar o corpo e mantê-lo
saudável – quanto no energético – para que possamos estar alinhados,
confortáveis e com a energia circulando de maneira adequada pelos Nadis (canais
sutis pelos quais a energia – o PRANA – flui pelo nosso corpo).
Quanto mais praticarmos
ásanas, mais preparados estaremos para os estados mentais propícios para a
prática do Yoga, principalmente nos estados de Concentração e Meditação.
Métodos,
tipos de sequências e afins:
Existem diversas maneiras
de se praticar os ásanas.
As posturas podem promover
vários aspectos no corpo, dentre eles: esquentar, resfriar, ajudar na
circulação, na concentração e meditação, na recuperação de uma lesão, atuam
cura de diversas doenças (ou melhora das mesmas) como depressão, ansiedade,
insônia, aumento do desejo sexual, entre outras.
Podemos enfatizar as seguintes práticas ("estilos") de Yoga:
- Hatha Yoga:
prática que prioriza a permanência, o estado de quietude na postura;
- Ashtanga Yoga:
sequências fixas de ásanas, os quais são praticados fazendo-se cinco
respirações em cada postura;
- Vinyasa Yoga: um
misto das duas práticas acima;
- Iyengar Yoga: uma
prática que prima pelos ajustes perfeitos;
Além dessas, temos outros métodos que foram desenvolvidos ao longo do tempo, como é o caso da SATTVA Yoga, do Gustavo Ponce. A sua base é o Hatha, porém com uma sequência definida de posturas, respirações, kriyas, mudras e bandhas.
Nos livros do professor Hermógenes (Autoperfeição com
Hatha Yoga, Yoga para Nervosos) existem diversas sequências (de Hatha Yoga) já
prontas para praticarmos, e são específicas (ex.: sequência para aquietar a
mente, para fortalecer o joelho, e assim por diante). Existem também sequências
de acordo com a fase da vida (criança, adolescente, adulto, idoso) e também com
relação ao sexo (alguns ásanas são muito bacanas para as mulheres,
principalmente para a Menopausa, regulação hormonal em geral, menstruação etc).
Vale a pena conferir os livros desse grande exemplo.
Podemos dividir os Ásanas
em diversos “grupos”, por assim dizer:
- Posição do corpo:
- Em
pé
- Sentado
- Deitado
- Invertido
– Posição da coluna:
- Neutra
- Flexão
Lateral
- Flexão
para frente
- Flexão
para trás
- Rotação
– Ação sobre os músculos:
- Braços
- Pernas
- Abdômem
- Costas
- Pescoço
– Ação para Flexibilidade:
- Ombros
- Virilhas
e quadris
- Joelhos
Além dessa parte física, com a separação nos quatro grandes grupos acima, também podemos pensar no ásana como uma “postura” de nós próprios com relação aos acontecimentos e situações que a vida nos trás.
- Qual a postura que devo adotar para cada
acontecimento da vida?
- Como me comportar quando
as coisas não saem do jeito que eu imaginava?
- Qual minha reação
perante as coisas que não controlo?
- Quanto de tensão estou gerando (em meu corpo)
quando algo de fora está desconfortável?
Com a prática dos ásanas,
podemos extrapolar a prática no “tapetinho” para a vivência social, familiar e
assim por diante.
É interessante observar algumas correspondências: se quero encontrar uma solução para um
problema (que até então, não consigo visualizar), posso praticar torções, pois elas proporcionam
um olhar sob outro ângulo (“torcido”, não natural). Se tudo, em minha vida,
parece estar de ponta cabeça, errado, se estou insatisfeito com o meio em que
vivo, posso praticar invertidas.
Às vezes, observar o mundo de ponta cabeça (quando estamos em um ásana de
inversão) é o que pode nos trazer as respostas para questões que colocamos a
nós mesmos, naquele momento da vida.
Esses são exemplos de reflexões que a prática de ásanas pode proporcionar.
Agora, como dizem no
Ashtanga Yoga: 99% prática, 1% teoria.
Que a prática seja iniciada !!
Dúvidas, não deixem de
entrar em contato.
Namastê.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Yoga, Alimentação e a Maratona de São Paulo 2017
Vista da largada - Parque Ibirapuera
Desde que comecei os
treinos para a Maratona Internacional de São Paulo, ocorrida no último domingo
(09/04/17), data mais que especial, pois é aniversário da minha querida mãe, eu
já não consumia nada de origem animal há um ano e quatro meses, sendo que sou
vegetariano há mais de uma década.
Bem, quando comecei com a
questão dos treinos, eu já me sentia muito bem, e muitos me perguntavam como eu
conseguia fazer treinos de tantos quilômetros sem comer carne? Esse é,
certamente, um dos mitos mais interessantes – por assim dizer – que ouvimos por
aí.
A questão, apesar de ser
um mito (de fato, uma piada), não pode ser deixada de lado. Muitos param de
comer carne e, mesmo sem fazer exercícios intensos como treinos para Maratonas,
ficam doentes... Mas então, por que? Porque comem de forma errada: quantidades
erradas e alimentos escassos, o que ocasiona, por óbvio, falta de nutrientes no
organismo.
Para uma alimentação
correta, balanceada, faz-se necessário um acompanhamento com alguém que entende
do assunto. No meu caso, o que fiz para melhorar MUITO meu rendimento nos treinos,
e que certamente me fez conseguir atingir meu objetivo domingo passado, foi a
orientação certeira da nutricionista Gláucia Albertoni, que além de ter a
formação em Nutrição é Bioquímica é também vegana, like me.
As práticas de Yoga, por sua vez, me trouxeram diversos benefícios: fisicamente, preparei meus músculos e estruturas todas (principalmente ligamentos, tendões e articulações) através das posturas (ásanas) e, psicologicamente, fiz o preparo através de respirações, relaxamentos e meditação. Todo esse conjunto da prática é muito completo, o que me deixou muito confiante e preparados para todos os treinos e para a prova final em si.
Os treinos foram intensos,
três vezes na semana, numa planilha maluca de quilômetros a serem cumpridos,
para que o meu corpo fosse “levado” a um patamar que o deixasse preparado para
a prova final – os quarenta e dois intermináveis quilômetros. Os treinos,
somados à prática do Yoga e à disciplina alimentar, fizeram com que eu conseguisse realizar a prova
de maneira muito bacana: dizer que não teve sofrimento seria mentira de minha
parte, mas a diversão da corrida e os aprendizados que levamos para a vida toda
a partir de então, me fazem QUASE esquecer das dores ocasionadas pelo grande
esforço. Ao final, eu estava cansado e com dores, mas a resiliência, o
emocional, a maturidade, e muitos outros fatores, tornaram-me uma nova pessoa.
Seria, de certa forma,
impossível de se transcrever em palavras tudo que senti e aprendi com a
realização desse sonho, porém algumas coisas ficaram muito claras para mim:
- Nunca duvide de si mesmo
- Trace seus planos e os siga, NO MATTER WHAT
- Não de ouvidos à torcida, muitas vezes a torcida é contra você
- Cuide de seu corpo, sua saúde física e mental
- Cuide de sua alimentação, é imprescindível
- Sempre que possível, consuma alimentos orgânicos
- Descanse e tenha momentos de “fazer nada”
- Sua vitória depende apenas de você, a responsabilidade do sucesso é 100% sua
- Quando tiver vontade de parar ou desistir de seu sonho, não o faça
- E claro, pratique Yoga!
A alimentação saudável me permite viver livre das toxinas da carne, dos hormônios e antibióticos e todas as outras porcarias que são injetadas nos animais. Isso colabora não apenas para ter conquistado a marca dos 42 km, como também para seguir minha jornada em liberdade física, mental e espiritual, GOOD KARMA.
Respeito todas as formas
de viver (desde que não acarrete problema ao próximo), porém ouvir que “temos
que consumir carne...” é algo inaceitável. A informação está disponível a todos
e bastam alguns poucos estudos para se entender que isso é meramente fruto da
indústria e dos costumes.
Estamos aqui (na Terra)
para melhorarmos como seres, e isso implica – além de muitas coisas – em vivermos
de maneira harmoniosa com nós mesmos, com os animais, com a natureza.
Sigo a vida, com práticas
e treinos juntamente com minha alimentação livre de tudo que seja de origem
animal – e minha saúde vai muito bem, obrigado !
Eu (exausto) e a mama aniversariante!
Abraços, Namastê !
sábado, 7 de novembro de 2015
A Paz das Coisas Selvagens
“Quando o desespero com as coisas do mundo cresce, e ao menor ruído noturno eu acordo amedrontado com relação à minha vida e à vida dos meus filhos, eu vou e me deito onde o cisne repousa com beleza na água, e onde a garça se alimenta. Eu penetro na beleza das coisas selvagens que não consomem suas vidas cultivando pensamentos sombrios. Entro no estado de calmaria da água. E sinto que acima de mim as estrelas esperam com sua luz a invisibilidade do dia. Por um tempo eu descanso na graça do mundo, e sou livre."
Wendell Berry
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Resultados rápidos e a cultura da pressa
Vez
por outra, gosto de ouvir as músicas que eu usava nos meus primeiros “treinos”
de corrida, há alguns anos. A primeira delas, durava menos de três minutos e
meio – eu não chegava nem na metade da música correndo (tinha que alternar
entre corrida e caminhada).
Após
algumas semanas, eu consegui evoluir para uma música com duração em torno de
sete minutos – ah, que evolução deliciosa... Quando cheguei em 7 ou 8 minutos,
já não precisava alternar caminhada com corrida, portanto eu só corria (sem precisar
parar ou caminhar).
Hoje,
passados dois anos do início dos treinos, participo de provas com mais de uma
hora (10km ou mais) com certa tranquilidade e, importante destacar, tenho várias
playlists muito bacanas para ouvir
nos quilômetros a serem transpassados. Mas não me esqueço das primeiras músicas
!!
O
que percebo é que as pessoas buscam resultados rápidos para questões que, nem
sempre, são possíveis de serem tratadas em curto prazo. A cultura da pressa
ficou estabelecida e espalha-se por todos. Muitos perderam a perseverança, o foco
e a dedicação para conseguirem algo.
Exemplo
disso é a pessoa que tem determinada dor física por cinco anos e, quando inicia
as práticas de Yoga (muitas vezes, por indicação do próprio médico), quer ter
sua dor “curada” em poucas aulas. Outro clássico exemplo são pessoas que tomam
anabolizantes. Ou ainda aqueles que tomam drogas para obter a fuga da realidade
em que vivem, ou sentir o prazer imediato etc. A lista é longa, todos nós
podemos enumerar exemplos do tipo.
Um
dos fatores complicantes de se viver na cultura da pressa é que nosso corpo - e
até mesmo a própria vida - não funciona assim. Todo processo tem um tempo de início,
outro para crescimento, depois maturação, até chegar ao fim (afinal, tudo que é
material acaba).
Para
se atingir os objetivos traçados, deve haver preparação, perseverança,
reavaliação de conceitos, flexibilidade e tudo que possa contribuir para o
caminho a ser trilhado até o objetivo final.
Observam-se
tantas promessas de resultados rápidos: ganhos financeiros incríveis em jogos
de azar, investimentos promissores, além das famosas dietas e shakes milagrosos, entre outros. Mas
cuidado, a prudência e o discernimento precisam ser exercitados para que
decisões corretas sejam tomadas. Só assim o caminho até o resultado a ser
alcançado pode ser suave e harmônico.
O
que te move? Quais as ações que você faz diariamente para seguir seu caminho
que você mesmo traçou?
A
pior situação é para os que não têm objetivo(s) claros. Estes precisam de uma
reavaliação completa de si para traçar um plano, um caminho a seguir. Sem
objetivos, todos os dias são iguais, vive-se num passado (ruim) e num futuro
que não existe. Os anos passam e nada acontece. É ficar em constante aguardo da
tão esperada sexta-feira. É estar na corrida dos ratos, na roda-viva, sem fim.
Não
acredite em resultados rápidos. Esforce-se, dedique-se. O melhor caminho não é
o mais curto, mas também não precisa ser o mais árduo. Atente-se para a cultura
da pressa e não a siga. Lembre-se que a árvore mais forte é aquela com as
raízes mais profundas, e isso não se consegue de um dia para o outro.
Om
Shantih. Paz.
Namastê.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Prática de Meditação
Novidade no Yoga Sorocaba !!
Toda quinta, uma oportunidade de silenciar, voltar-se a Si Mesmo e experimentar o mergulho na Paz.
Inscrições abertas, vagas limitadas.
Namastê.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
MEDO DE VOAR
Do livro "Gitanjali", de Rabindranath Tagore
"Tenazes são os obstáculos, mais dói o meu coração quando tento vencê-los. A libertação é tudo que eu desejo, mas tenho vergonha de esperar por ela. Tenho certeza de que há em ti um tesouro inestimável e que és o meu melhor amigo, mas não tenho coragem de varrer a quinquilharia do meu quarto. O manto que me cobre é manto de poeira e morte; odeio-o, mas abraço-o com amor. Pesadas são as minhas dívidas, enormes as minhas faltas, e a minha vergonha é secreta e grave, mas quando venho reclamar o meu bem, tremo de medo que seja atendida a minha súplica."
Namastê.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
CAOS URBANO
Acabo de ver um vídeo chocante de
uma adolescente, estudante, espancando a outra “colega” de classe em meio a
todos os demais alunos - e professor - durante uma aula na escola. A maioria
dos que estavam em volta, se afastou. Alguns “filmaram” com o celular. Outros,
ainda, gritavam para que alguém separasse as duas e, também, chamavam pelo nome
da agressora e imploravam para que ela parasse.
Posto isso, sentimentos nada
agráveis chegaram e me fizeram recordar o que ainda tenho em mim. Indignação,
impotência, raiva...
Quando vejo situações como essa,
uma sequência se segue:
- indignação, pelo fato em si;
- impotência, porque não tenho
como controlar a situação e/ou as demais pessoas (no caso, a garota que
violentava a outra) – o que é uma grande pretensão que por vezes ocorre; e
- raiva, por sentir vontade de
que a agressora sofresse o mesmo (para “ver o que é bom”).
Houve muitos outros “estágios” nesse
torpor que a Mente me causou naqueles momentos alucinantes, mas esses foram os
principais.
Por Deus que estou no caminho do
Yoga há algum tempo. Isso, porque se não fossem os preceitos que sigo, eu teria
deixado com que esses sentimentos me fizessem “voltar às origens”, quando eu
era mais instintivo do que espiritualizado. Não que seja lá grandes coisas
(risos), mas gosto de pensar que “hoje é melhor que ontem”.
Através desse vídeo, que me fez
recordar as desagradáveis sensações citadas acima, pude identificar o que
senti, ou seja, o discernimento
ocorreu no momento certo. Ele foi o gatilho, o estopim para que o processo
fosse despertado.
Dessa forma, pude interiorizar e
me recordar do YAMA mais importante do Yoga: AHIMSA, ou “não violência”. Alguns ainda acrescentam que Ahimsa é a
“abstinência a agredir outros, inocência, não causar dor a qualquer criatura
por pensamento, expressão, escrita, em qualquer momento”.
Ahimsa não é apenas praticar a
não violência “simples” (ou óbvia), mas muito mais que isso, é ficar
extremamente chocado com situações como essas, que nos mostram irmãos em tanto
caos, com perdições violentas e escravizantes de si próprios. É simplesmente não
aceitar que isso possa existir. Ahimsa é sentir a tristeza profunda diante de
violência no geral, principalmente com jovens que, atormentados pela vida que
levam, perdem a grande oportunidade de viverem de forma simples e em paz, com
respeito a si próprios e ao próximo.
Que eu possa continuar com o
trabalho que o Yoga me permite, de interiorizar, buscar meu “lago interior” e
percebê-lo em paz, refletindo a verdadeira face da Fonte, da Vida, de Deus.
Namastê.
Assinar:
Postagens (Atom)







